13 de outubro de 2026

30 de novembro de 2024

Rinite: quando o nariz entupido deixa de ser apenas um incômodo. Especialista fala sobre os principais sinais que podem piorar o problema

Espirros, coceira, coriza e obstrução nasal recorrentes não devem ser encarados
como algo normal; otorrinolaringologista explica os sinais que merecem investigação e
os hábitos que podem agravar as crises
Você acorda com o nariz entupido, espirra várias vezes seguidas, sente aquela
coceira incômoda e passa boa parte do dia limpando o nariz devido a coriza. No dia
seguinte, tudo acontece novamente. E, quando isso vira rotina, é comum pensar:
“Será que estou sempre gripado?”.
Nem sempre.
Segundo a otorrinolaringologista Dra. Gabriela Strafacci, sintomas recorrentes como
espirros, coriza, coceira e obstrução nasal podem estar relacionados à rinite, uma
inflamação da mucosa nasal que pode ter diferentes causas e apresentações
“Muitos pacientes chegam ao consultório depois de anos convivendo com os
sintomas, porque se acostumaram a respirar mal, dormir de boca aberta ou ter crises
frequentes de espirros. Mas obstrução nasal recorrente não deve ser simplesmente
normalizada. É importante entender por que aquele nariz não está funcionando
adequadamente”, explica a médica.
Rinite, gripe ou resfriado?
A confusão é frequente porque algumas manifestações podem ser semelhantes,
especialmente no início dos sintomas. Existe, porém, uma diferença fundamental:
rinite não é uma infecção viral.
Na rinite alérgica, o organismo apresenta uma resposta a determinados alérgenos,
como ácaros, poeira, mofo e pelos de animais. Espirros em sequência, coceira nasal,
coriza geralmente clara e obstrução são manifestações características
Gripe e resfriado, por outro lado, são infecções causadas por vírus. Além da
congestão e da coriza, podem ocorrer dor de garganta, tosse e mal-estar. Na gripe,
febre, dores no corpo e sintomas sistêmicos mais intensos são mais frequentes.
“Na rinite, chama atenção o padrão de repetição. O paciente pode perceber que os
sintomas aparecem sempre ao limpar a casa, entrar em determinado ambiente, ter
contato com poeira ou diante de mudanças de temperatura. Entender esse padrão é
uma parte importante da investigação”, explica Dra. Gabriela.
A sinusite também pode cursar com obstrução e secreção nasal, mas apresenta
características próprias. Por isso, especialmente diante de sintomas persistentes ou
recorrentes, a avaliação médica é importante para diferenciar as possíveis causas.
Por que algumas pessoas têm sintomas praticamente o ano inteiro?
Nem toda rinite se comporta da mesma maneira.
Algumas pessoas apresentam crises bem delimitadas; outras convivem com sintomas
durante grande parte do ano. Além dos alérgenos, fatores irritativos e ambientais —
como fumaça, perfumes, produtos de limpeza, ar frio e mudanças bruscas de

temperatura — podem desencadear ou agravar sintomas em indivíduos mais
sensíveis.
Por isso, tratar apenas os momentos de crise nem sempre é suficiente.
“Uma pergunta que costumo fazer é: em quais situações seu nariz piora? Muitas
vezes, o próprio paciente começa a reconhecer um padrão que antes passava
despercebido. Essa informação ajuda tanto no diagnóstico quanto na definição das
estratégias de controle”, afirma a otorrinolaringologista.
A investigação também é importante porque nem toda obstrução nasal recorrente é
explicada apenas pela rinite. Alterações anatômicas e outras doenças nasais podem
coexistir e precisam ser consideradas individualmente.
Respirar pela boca não deve virar o “normal”
Quando o nariz permanece obstruído, o organismo encontra outra maneira de respirar:
pela boca.
O problema é quando isso deixa de acontecer apenas durante uma crise e passa a
fazer parte da rotina.
Respiração oral durante o sono pode estar associada a ronco, boca seca ao despertar
e pior qualidade do sono. Durante o dia, a sensação de nariz permanentemente
bloqueado também pode interferir no conforto, na prática de exercícios e nas
atividades cotidianas.
Nas crianças, esse sinal merece atenção especial.
“Uma criança que respira predominantemente pela boca, ronca ou tem um sono muito
agitado precisa ser avaliada. Nem sempre a causa será rinite, e justamente por isso
não devemos considerar a respiração oral simplesmente um hábito”, ressalta Dra.
Gabriela.
Descongestionante nasal: quando o alívio rápido se transforma em problema
Poucas coisas trazem uma sensação de alívio tão imediata quanto alguns
descongestionantes nasais quando o nariz está completamente bloqueado. E é
justamente essa resposta rápida que pode favorecer o uso repetido.
Alguns descongestionantes vasoconstritores, quando utilizados de maneira frequente
e prolongada, podem provocar congestão de rebote. O paciente aplica o produto,
respira melhor por algum tempo e, quando o efeito passa, sente novamente a
necessidade de utilizá-lo.
Pode se estabelecer, assim, um ciclo de uso cada vez mais frequente.
“Um erro comum é tratar todo nariz entupido com descongestionante. Ele pode aliviar
o sintoma naquele momento, mas não necessariamente trata a causa da obstrução.
Quando usado de forma inadequada e por tempo prolongado, pode inclusive contribuir
para a rinite medicamentosa”, explica a médica.
Isso não significa que medicamentos administrados pelo nariz sejam ruins. Existem
tratamentos nasais específicos e seguros para diferentes condições. A questão é
saber qual medicamento utilizar, para qual diagnóstico e por quanto tempo.

Afinal, o ar-condicionado causa rinite?
Não necessariamente.
O aparelho de ar-condicionado não é, isoladamente, responsável por causar rinite.
Entretanto, o ar frio, mudanças bruscas de temperatura e a presença de poeira ou
outros irritantes no ambiente podem funcionar como gatilhos em pessoas
predispostas.
É a situação clássica de sair de um ambiente quente e entrar em uma sala muito fria
e, pouco depois, começar a espirrar ou sentir o nariz obstruir.
“Em vez de simplesmente dizer que o ar-condicionado faz mal, precisamos entender a
sensibilidade de cada paciente e as condições daquele ambiente. Se existe uma
relação repetida entre determinada exposição e o início dos sintomas, essa
informação é relevante”, explica Dra. Gabriela.
A manutenção adequada dos aparelhos, a limpeza dos ambientes e evitar variações
muito extremas de temperatura são medidas que podem ajudar algumas pessoas.
Quando procurar um otorrinolaringologista?
Um episódio isolado de congestão nasal não significa necessariamente que exista
uma doença. A atenção deve aumentar quando os sintomas se tornam frequentes,
persistentes ou começam a interferir na qualidade de vida.
Obstrução nasal recorrente, crises repetidas de espirros, coceira, alteração do olfato,
respiração pela boca, ronco e necessidade frequente de descongestionantes são
alguns sinais que justificam avaliação.
“O objetivo do tratamento não é apenas fazer o paciente parar de espirrar durante uma
crise. Precisamos entender a causa dos sintomas, identificar os fatores
desencadeantes e avaliar se existe alguma outra condição associada à obstrução
nasal. Quando o diagnóstico é bem estabelecido, conseguimos individualizar o
tratamento e melhorar de forma significativa a qualidade de vida”, conclui Dra.
Gabriela Strafacci.
Sobre a Dra. Gabriela Strafacci
Dra. Gabriela Strafacci é médica otorrinolaringologista, com atuação no
diagnóstico e tratamento das doenças do nariz e das vias aéreas superiores,
atendendo pacientes adultos e crianças em Indaiatuba (SP)
Outras informações para a imprensa
Contato: Jair Italiani
E-mail: jair@jairitaliani.com
Telefone: 19 981687947
Contatos do consultório
WhatsApp: (19) 99733-6005

Raphaela Vitiello

INFLUENCER E JORNALISTA

Raphaela Vitiello é uma jornalista, com 24 anos de idade e formação em jornalismo pela renomada PUC. Sua trajetória profissional é marcada por experiências enriquecedoras em diversos meios de comunicação, onde pôde aprimorar suas habilidades e conhecimentos desde o início de sua carreira quando começou as exercitar a profissão aos 13 anos. Atualmente, Raphaela Vitiello integra a equipe da VTV, uma afiliada do SBT em Campinas e com sua paixão pela comunicação e dedicação ao seu ofício, continua a se destacar como uma profissional promissora e comprometida em informar e inspirar o público, deixando sua marca no cenário jornalístico regional.